domingo, 7 de agosto de 2011

Politíca na Filosofia Objetivista

Aristóteles
         
            A política é a principal aplicação social da ética. Ela estuda a organização da sociedade e a relação do indivíduo com o governo.

            Na política, assim como em todos os outras áreas, é preciso partir do zero. Devemos perguntar por que o homem necessita de um governo e o que ele deve fazer. A ética nos diz que cada homem é um fim em si mesmo e necessita da razão para sobreviver. A sobrevivência através da razão requer a liberdae de cada indivíduo de atuar de acordo com o seu julgamento. Só há, basicamente, uma maneira de violar esta liberdade: com a iniciação da força, isto é, com um homem iniciando agressão física (como assassinato, roubo, ameaças ou fraude) contra outro.
            Para que o homem possa viver e prosperar, a iniciação da força deve ser banida da sociedade; para isto, os direitos de cada indivíduo devem ser reconhecidos e protegidos.
           Um direito é um princípio moral definindo e sancionando a liberdade de ação do homem em um contexto social. O direito fundamental é o direito à vida – todos os outros são corolários deste. A vida é o processo de ação sustentada e gerada pelo próprio ser; o direito à vida quer dizer o direito de cada homem de tomar as ações e usar o seu corpo para sustentar a sua vida.
           O primeiro direito derivado de o direito à vida é o direito à liberdade, de estar livre dos outros para poder pensar e atuar. O outro é o direito à propriedade, que não é o direito a uma específica propriedade física, mas o de poder ter e usar a propriedade que você adquire com o seu esforço. Ele não é o direito a uma casa ou a um carro, mas o de poder viver na casa que comprou e de poder vender o carro que fabricou.
Estes direitos são inalienáveis – todo homem os tem e nenhum homem ou grupo de homens, sejam estes dez pessoas ou 51% da população de um país, pode violá-los.
            O sistema sócio-econômico ideal é aquele que reconhece e protege os direitos do indivíduo, e o nome deste sistema é capitalismo. Capitalismo não quer dizer a economia mista que temos hoje, que é basicamente uma mistura de liberdades e controles, de capitalismo e socialismo. O capitalismo que o Objetivismo advoga é o capitalismo puro, laissez-faire – a completa separação entre governo e economia.
            Em uma sociedade capitalista, o governo tem três órgãos: o exército, para proteger o país de agressores estrangeiros; a polícia, para defender os indivíduos de bandidos domésticos; e o sistema judiciário, para julgar criminosos e resolver disputas entre cidadãos.
            Nesta sociedade, não haveria regulamentos sobre a produção ou restrições sobre o comércio. Toda propriedade seria privada – realmente privada. Isto implica que não haveria impostos – todas as contribuições para o governo (que não gastaria um décimo do que ele gasta hoje) seriam voluntárias. A proibição do aborto, do jogo, das drogas seriam abolidas, assim como qualquer limitação sobre a liberdade de expressão.
            O pouco de capitalismo que tivemos nos últimos 200 anos resultou no maior boom de desenvolvimento e melhoria de qualidade de vida já visto na história. A evidência é inquestionável – é só comparar a Coréia do Sul com a do Norte, os Estados Unidos com a União Soviética ou a Alemanha Ocidental com a Oriental. O fato é que o grau de liberdade econômica de um país está diretamente relacionado ao seu grau de prosperidade.
            Mesmo assim, aqueles que dizem querer ajudar os pobres são os que mais criticam o capitalismo. Como Ayn Rand brilhantemente disse, o bem-estar do homem não é objetivo deles.Citando Rand: “A justificativa moral do capitalismo não reside na alegação altruísta de que ele representa a melhor maneira de promover ‘o bem comum’. É verdade que o capitalismo o faz, mas isto é apenas uma consequência secundária. A justificativa moral do capitalismo reside no fato de que ele é o único sistema em consonância com a natureza racional do homem, que ele protege a sobrevivência do homem enquanto homem, e que seu princípio dominante é a justiça.”

http://www.objetivismo.com.br/

Nenhum comentário:

Postar um comentário