sábado, 10 de setembro de 2011

Admite-se: "Jesus Cristo"


Admite-se: "Jesus Cristo"

Desde o dia em que Jesus morreu uma vaga para “salvador” ficou em aberto e esta disponível para quem quiser preencher, com ou sem experiência, você também pode ser um “Messias”.

Admito que Jesus foi um cara legal ele era despojado dos bens materiais e tal, saia perambulando difundindo seus princípios de “amar uns aos outros como a si mesmo”, “entregue a Cezar o que é de Cezar, entregue a Deus o que é de Deus”, “Repartir o pão” e com esses axiomas Jesus conseguiu convencer o coração dos homens e reuniu alguns adeptos, porém cabe ressaltar que o projeto de Jesus não vingou e essa é uma grande ironia da humanidade, vez ou outra, aparecem lideres religiosos ou digamos alguns filósofos que conseguem desenvolver uma ideia brilhante para organizar o mundo, mas não consegue ter nenhum sucesso, Jesus ficaria decepcionado se visse como o seu projeto terminou, acho que faria como Santos Dumont que se enforcou ao ver que sua ideia se transformou em uma verdadeira máquina a favor da morte, eu não culpo Santos Dumont por sua invenção ter sido utilizada na guerra para bombardear inocentes e nações em conflito, também não culpo Jesus por seus ensinamentos terem sidos responsáveis pela ascensão da desprezível igreja católica e outras religiões que usam sua figura para fazer lavagens cerebrais.

A vaga para “Jesus Cristo” esta em aberto quem quer ser o “salvador”?

É lamentável se deparar com tantas igrejas, uma pior que a outra, são verdadeiros centros de enganação, são raras as igrejas que visam o bem estar social, a maioria das igrejas reduzem ensinamentos milenares em meras promessas. Boa parte da população é manipulada por promessas de  realização de sonhos e seguem sendo enganas por charlatões que lucram alto com essas ladainhas. 
As igrejas penetram a mente dos fracos, a mente daqueles que não desenvolvem senso crítico, a mente dos oprimidos, a mente das pessoas que não dominam as próprias emoções, a mente daqueles que não compreendem a realidade.

Vejam nesses dois vídeos como funciona a manipulação mental que as igrejas fazem para entorpecer a mente das pessoas. 

Goebbels, ministro da propaganda de Hitler, resumiu o segredo da ideologia: "uma mentira dita cem vezes torna-se verdade".

Os Bastidores - Manipulação Mental e Lavagem Cerebral



Os Bastidores - Manipulação Mental e Lavagem Cerebral



quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Consciência crítica



A consciência de si e do outro, o eu e o mundo.

Muito já se escreveu sobre as características humanas. Entretanto, talvez nada caracterize melhor o ser humano do que a consciência, isto é, o desenvolvimento dessa atividade mental que nos permite estar no mundo com algum saber, “com ciência”. Por isso, a biologia classifica o homem atual como sapiens sapiens : o ser que sabe que sabe. Pois o homem é capaz de fazer sua inteligência debruçar sobre si mesma para tomar posse de seu próprio saber, avaliando sua consistência, seu lime e seu valor.
O processo continuo de conscientização faz do homem, portanto, um sistema aberto, fundamentalmente relacionado com o mundo e consigo mesmo. Assim, pode caminhar para dentro, investigando seu intimo, e projetar-se para fora, investigando o universo.
Aberto ao ser e ao saber, a conscientização faz o homem dinâmico. Eterno caminhante destinado a procura e ao encontro da realidade. Caminhante cuja estrada é feita da harmonia e do permanente conflito com o ser, o saber e o fazer, essas dimensões essências da existência humana.

A dialética do eu e do mundo

A consciência pode centrar-se sobre o próprio sujeito, sondando a interioridade, ou sobre os objetos exteriores, sondando a alteridade ( do latim alter , “o outro”). Portanto, há duas dimensões complementares no processo de conscientização: a consciência em si e a consciência do outro.
A consciência de si, isto é, a concentração da consciência nos estados interiores do sujeito, exige reflexão. Alcança-se, por intermédio dela, a dimensão da interioridade que se manifesta através do processo de falar, criar, afirmar, propor e inovar. A consciência do outro, isto é, a concentração  da consciência nos objetos exteriores, exige atenção. Alcança-se, por intermédio dela, a dimensão da alteridade que se manifesta através do processo de escutar, absorver, reformular, rever e renovar.
                O despertar da consciência critica (ou senso critico) depende do harmonioso crescimento dessas duas dimensões da consciência: a reflexão sobre si e atenção sobre o mundo. Se apenas uma delas progride há uma deformação, um abalo no desenvolvimento da consciência critica.
                Suponhamos, por exemplo, o crescimento só da consciência do outro. Essa atenção unilateral ao mundo, sem a reflexão de si mesmo, conduziria à perda da identidade pessoal, à exaltação dos objetos externos, ao alheamento.
                Por outro lado, imaginemos o crescimento só da consciência de si. Essa reflexão em torno do eu, sem atenção sobre o mundo, conduziria ao isolamento, ao fechamento interior, ao labirinto narcisista. Assim, o desenvolvimento da conscientização humana depende da superação do isolamento e do alheamento. É um processo dialético, que se move do eu ao mundo e do mundo ao eu. Do fazer ao saber. E do saber ao refazer, e assim por diante.  

Fonte: Livro - Fundamentos da Filosofia - Ed. Saraiva - Gilberto Cotrim - paginas 44 e 45.