sábado, 27 de agosto de 2011

Um pouco sobre Alquimia


Alquimista

            De acordo com especialistas, alquimia é o nome da química praticada na Idade Média, que se baseava na idéia de que todos os metais evoluem até virar ouro. Os alquimistas tentavam acelerar esse processo em laboratório, por meio de experimentos com fogo, água, terra e ar (os quatro elementos), empenhados principalmente na descoberta de uma "pedra filosofal", capaz de transformar tudo em ouro.

            Os alquimistas eram vistos como pessoas de hábitos estranhos - por exemplo, passar horas e horas contemplando uma planta. Mas a simples observação da natureza parece tê-los feito perceber o que hoje reza a física quântica: tudo no universo está interligado. O médico suíço Philippus Paracelsus (1493-1541), por exemplo, ficou famoso por curar as pessoas a partir dessa visão holística.

            Ele recorria a conceitos da alquimia, como o de que o sal, o mercúrio e o enxofre estão presentes em tudo o que existe, inclusive dentro do homem.

            Hoje, a antroposofia, ciência espiritual que influencia diversas escolas do conhecimento, faz analogia entre os princípios alquímicos e as forças básicas atuantes na alma humana: o pensar (sal), o sentir (mercúrio) e o querer (enxofre). Para Ivan Stratievsky, médico e cirurgião antroposófico, o ouro alquímico, por exemplo, nada mais é que o self, o verdadeiro Eu. "Para chegarmos lá", diz ele, "precisamos lidar com as polaridades internas, pensando, sentindo e querendo de maneira equilibrada."

            Precursora da química e da medicina, foi a ciência principal da Idade Média. A busca da pedra filosofal e da capacidade de transmutação dos metais, incluía não só as experiências químicas, mas também uma série de rituais. A filosofia Hermética era um dos seus alicerces, assim também como partes de Cabala e da Magia.

           A magia é a primeira das ciências e a mais caluniada de todas, porque o vulgo obstina-se em confundir a magia com a bruxaria supersticiosa cujas práticas abomináveis são denunciadas.

             A Alquimia tomou emprestado da Cabala todos os seus signos, e era na lei das analogias, resultantes da harmonia dos contrários, que baseava suas operações.

            Ao longo do tempo, diversos alquimistas descobriram que a verdadeira transmutação ocorria no próprio homem, numa espécie de Alquimia da Alma; diversos outros permaneceram na busca sem sucesso do processo de transformações de metais menos nobres em ouro; afirma-se que alguns mestres atingiram seus objetivos.

             A alquimia também preocupava-se com a Cosmogonia do Universo, com a astrologia e a matemática. Os escritos alquímicos, constituíam-se muitas vezes, de modo codificado ou dissimulado, daí, talvez a conotação dada ao termo hermético ( fechada), acessível apenas para os iniciados.

               A palavra alquimia, do árabe, al-khimia, tem o mesmo significado de química, só que, esta química, antigamente designada por espargiria, não é a que atualmente conhecemos, mas sim, uma química transcendental e espiritualista. Sabe-se, que al, em árabe, designa Ser supremo o Todo-Poderoso, como Al-lah. O termo alquimia, designa desde os tempos mais recuados, a ciência de Deus, ou seja a química de Al.

                A alquimia é a arte de trabalhar e aperfeiçoar os corpos com a ajuda da natureza. No sentido restrito do termo, a alquimia sendo uma técnica é, por isso, uma arte prática. Como tal, ela assenta sobre um conjunto de teorias relativas à constituição da matéria, à formação de substâncias inanimadas e vivas, etc.

                 Para um alquimista, a matéria é composta por três princípios fundamentais, Enxofre, Mercúrio e Sal, os quais poderão ser combinados em diversas proporções, para formar novos corpos.

                No dizer de Roger Bacon, no Espelho da Alquimia, «...A alquimia é a ciência que ensina a preparar uma certa medicina ou elixir, o qual, sendo projetado sobre os metais imperfeitos, lhe comunica a perfeição...»

                A alquimia operativa, aplicação direta da alquimia teórica, é a procura da pedra filosofal. Ela reveste-se de dois aspectos principais: a medicina universal e a transmutação dos metais, sendo uma, a prova real da outra.

                 Um alquimista, normalmente, era também um médico, filósofo e astrólogo, tal como Paracelso, Alberto Magno, Santo Agostinho, Frei Basílio Valentim e tantos outros grandes Mestres hoje conhecidos pelas suas obras reputadas de verdadeiras.

                 Cada Mestre tinha os seus discípulos a quem iniciava na Arte, transmitindo-lhe os seus conhecimentos. Além disso, para que esse conhecimento perdurasse pelos tempos, transmitiram-no também por escrito, nos livros que atualmente conhecemos, quase sempre escritos sob pseudônimo, de forma velada, por meio de alegorias, símbolos ou figuras.

                  É isto que dificulta o estudo da alquimia, porque esses símbolos e figuras não têm um sentido uniforme. Tudo era, e atualmente ainda é, deixado à obra e imaginação dos seus autores.

                 A transmutação de qualquer metal em ouro, o elixir da longa vida são na realidade coisas minúsculas diante da compreensão do que somos. A Alquimia é a busca do entendimento da natureza, a busca da sabedoria, dos grandes conhecimentos e o estudante de alquimia é um andarilho a percorrer as estradas da vida.

                 O verdadeiro alquimista é um iluminado, um sábio que compreende a simplicidade do nada absoluto. É capaz de realizar coisas que a ciência e tecnologias atuais jamais conseguirão, pois a Alquimia está pautada na energia espiritual e não somente no materialismo e a ciência a muito tempo perdeu este caminho.

                  A Alquimia é o conhecimento máximo, porém é muito difícil de ser aprendida ou descoberta. Podemos levar anos até começarmos a perceber que nada sabemos, vamos então começar imediatamente pois o prêmio para os que conseguirem é o mais alto de todos.
 

Os Princípios Herméticos

Hermes Trimegisto

            Hermes Trimegisto, o Três Vezes Grande, era considerado pelos Egípcios o Mensageiro dos Deuses, por ter transmitido os ensinamentos a este grande povo da antiguidade e ter implantado a tradição sagrada, os rituais sagrados, e os ensinamentos das artes e ciências em suas Escolas da Sabedoria.

            A medicina, a astronomia, a astrologia, a botânica, a agricultura, a geologia, as matemáticas, a música, a arquitetura, a ciência política, tudo isso era ensinado em suas Escolas e em seus livros, que segundo os gregos somavam 42. Entre eles se encontra "O Livro dos Mortos" ou também chamado "O Livro da Saída da Luz".

            A Ciência Hermética é baseada em seus ensinamentos e comprova com seus preceitos, que o Grande Hermes veio transmitir para a humanidade uma Sabedoria Divina, até hoje mal compreendida apesar de amplamente comprovada.

            A Filosofia Hermética se baseia nos Princípios Herméticos incluídos no livro "O Caibalion" e parece destinada a plantar uma semente de Verdade no coração dos sábios, que perpetuam e transmitem os seus ensinamentos. Em todas as civilizações sempre existiram ouvidos atentos a estes ensinamentos. Como diz o próprio Caibalion:

Em qualquer lugar que se achem os vestígios do Mestre,

Os ouvidos daqueles que estiverem preparados para receber

O seu Ensinamento, se abrirão completamente.

Quando os ouvidos do discípulo estão preparados para ouvir,

Então vêm os lábios para enchê-los de sabedoria".

Porém o Caibalion nos ensina também que:

"Os lábios da Sabedoria estão fechados, exceto aos ouvidos do Entendimento".

             O Caibalion nos foi transmitido pela Tradição Hermética e reúne os ensinamentos básicos da Lei que rege todas as coisas manifestadas.

             A palavra Caibalion, na língua hebraica significa tradição ou preceito manifestado por um ente de cima. Esta palavra tem a mesma raiz da palavra Qabala, ou Qibul, ou Qibal, que significa tradição.

             No antigo Egito foi estabelecida a maior das Lojas dos Místicos e pelas portas de seus Templos entraram os Neófitos que, mais tarde, como Hierofantes, Adeptos e Mestres, se espalharam por todas as partes da terra, levando consigo o precioso conhecimento que possuíam para ensiná-los àqueles que estivessem preparados para compreendê-lo.

            Em nossos dias o termo ‘hermético’ significa secreto, fechado de tal maneira que nada escapa, significando que os discípulos de Hermes sempre observavam o princípio do segredo nos seus preceitos. Os antigos instrutores pediam este segredo mas nunca desejaram que os preceitos não fossem transmitidos.

            Não instituíram uma religião, de forma que estes princípios pudessem ser aproveitados por todas mas não pertencessem a nenhum credo. De fato, os ‘Princípios Herméticos’ são baseados nas Leis da Natureza, e como tais pertencem somente à Ordem Divina.

           ‘As doutrinas sempre foram transmitidas de ‘Mestre à Discípulo’, de Iniciado à Hierofante, dos lábios aos ouvidos. Ainda que esteja escrita em toda parte, foi propositalmente velada com termos de alquimia e astrologia, de modo que só os que possuem a chave podem-na ler bem.’ (O Caibálion).

Os Sete Princípios em que se baseia a Filosofia Hermética são os seguintes:

I – O princípio de Mentalismo

II – O princípio de Correspondência

III – O princípio de Vibração

IV – O princípio de Polaridade

V – O princípio de Ritmo

VI – O princípio de Causa e Efeito

VII – O princípio de Gênero



O primeiro Princípio é o Principio do Mentalismo

"O TODO é MENTE; o Universo é Mental"

"Tudo e todos que existem de visível ou oculto funcionam porque fazem parte de um todo. Tudo faz parte da criação de uma mente onipresente, tudo faz parte de um poder total. "

            Este é sem dúvida o mais importante de todos os princípios já que nele estão contidos todos os outros. O TODO (ou seja a realidade que se oculta em todas as manifestações de nosso universo material) é Espírito, é Incognoscível e Indefinível em si mesmo, mas pode ser considerado como uma Mente Vivente Infinita Universal.

           "Compreendendo a verdade da Natureza Mental do nosso Universo o discípulo estará bem avançado no Caminho do Domínio", escreveu um velho mestre do Hermetismo. Estas palavras continuam atuais e verdadeiras e são a chave para a nossa compreensão das regras e Leis que regem nosso Universo material.

            Observaremos que, se o Universo é Mental e nós existimos na Mente do Todo, como tais, nós somos seres mentais e criamos com a nossa mente, à imagem e semelhança do Todo, conforme explica o Segundo Princípio.


O segundo Princípio Hermético é o Princípio da Correspondência

"O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima".

           Assim como é em cima, é embaixo. Como é embaixo, assim é em cima. A característica de um corresponde, de certa forma, com a característica de outro, ou vice-versa.

            A compreensão deste princípio nos ajuda a explicar todos os fenômenos da natureza e compreender a própria existência da vida. Os segredos da Natureza se tornam claros aos olhos do estudante que compreender este princípio chave, aplicado à manifestação universal e que explica os diversos planos do universo material, mental e espiritual.

            Este é um dos mais importantes princípios e é aplicado na Astrologia e na Alquimia, verdadeiras Ciências de Iniciados, a primeira praticamente desprezada e a segunda quase esquecida. O Princípio da Correspondência habilita o homem inteligente a raciocinar do Conhecido ao Desconhecido ou vice-versa. "Estudando a Mônada, ele chega a conhecer o Arcanjo", diz o Caibalion.


O terceiro Princípio é o Princípio da Vibração

"Nada está parado, tudo se move, tudo vibra"

           Nada nesse mundo esta em repouso, tudo esta em constante movimento. Tudo tem a sua infinita vibração, embora algumas coisas pareçam estar em repouso, na verdade estão dentro de um Universo que não para de vibrar.

            Este princípio nos explica que tudo, em nosso Universo, está em constante movimento, isto é, em constante evolução. Este princípio é facilmente compreensível pois a ciência moderna já o confirmou através de suas observações e descobertas.

            Ele explica que as diferenças entre as diversas manifestações de Matéria, Energia, Mente e Espírito, resultam das ordens variáveis de Vibração. "Desde O TODO, que é puro Espírito, até a forma mais grosseira de Matéria, tudo está em vibração. Quanto mais elevada for a vibração, tanto mais elevada será a posição na escala". (O Caibalion).

            Nas extremidades inferiores da escala estão as vibrações mais grosseiras da matéria, que parecem estar paradas. Ao elevarmos nosso espírito, nos campos de vibração mais sutis, entramos em sintonia com O TODO e com a Mente Superior, recebendo assim os benefícios dela emanados. Só os Mestres conseguem aplicar corretamente este Princípio de Vibração, conquistando assim os fenômenos da natureza. "Aquele que compreende o princípio de Vibração alcançou o Cetro do Poder", disse um antigo Mestre.

O quarto Princípio é o Princípio de Polaridade

"Tudo é Duplo; tudo tem pólos; tudo tem o seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas as verdades são meias-verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados"

           Tudo tem o seu pólo oposto para o perfeito equilíbrio e funcionamento contínuo do ciclo do universo. Somente os lados opostos uns aos outros conseguem se unir, transformando-se em uma parte do conjunto do universo.

            Este Princípio é bastante simples e ao mesmo tempo complexo, e contém o axioma hermético dos opostos, ou seja dos pólos que regem toda a vida manifestada tal como nós a conhecemos. O princípio de Polaridade explica, por exemplo, que Luz e Obscuridade são a mesma coisa, manifestada em variações e graus diferentes.

             Explica também que o Amor e o Ódio são dois estados mentais em aparência totalmente diferentes mas em realidade iguais pois exprimem somente o mesmo sentimento em graus diferentes. E o melhor de tudo isto é que, no caso da mente, podemos modificar as coisas se dominarmos a nossa própria mente, mudando a sua vibração, através da Arte da Transmutação Mental.

            Com o profundo conhecimento deste princípio o estudante poderá modificar a sua própria Polaridade, assim como a dos outros, transformando Ódio em Amor, Raiva em Perdão, Tristeza em Alegria.


O quinto Princípio Hermético é o Princípio de Ritmo

"Tudo tem fluxo e refluxo; tudo tem suas marés; tudo sobe e desce; tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a compensação"

           As coisas estão sempre em constante movimento e esta lei explica o ritmo desses movimentos. É através da seqüência circula repetida de um mesmo movimento o caminho que se compõem o resultado da transformação.

           Ao analisarmos este princípio temos que compreender que o Universo da forma como nós o conhecemos é influenciado por este constante fluxo e refluxo, por este movimento de atração e repulsão, que o torna tão complexo e ao mesmo tempo tão perfeito. Esta lei se manifesta em todas as coisas materiais e também nos estados mentais do Homem.

           Os Hermetistas compreendem este Princípio, reconhecendo a sua aplicação universal e com os profundos estudos e com o domínio da mente, conseguem dominar os seus efeitos aplicando a Lei mental de Neutralização. Porém, o simples observar desta Lei em aplicação na Natureza nos ajuda a melhor enfrentar as vicissitudes da vida, acompanhando o seu fluxo e refluxo e tentando neutralizar a Oscilação Rítmica pendular que tenta nos arrastar para um ou para outro pólo.



O sexto Princípio Hermético é o Princípio de Causa e Efeito

"Toda a Causa tem seu Efeito, todo o Efeito tem sua Causa; tudo acontece de acordo com a Lei; o Acaso é simplesmente um nome dado a uma Lei não reconhecida; há muitos planos de causalidade, porém nada escapa à Lei"

           Nada no mundo acontece por acaso, tudo tem sua causa, e essa causa é o efeito de outra causa, e assim por diante, é uma cadeia circular infinita de causas e conseqüências.

           Neste princípio existe a verdade de que há uma Causa para todo o Efeito e um Efeito para toda a Causa. E O Caibalion nos ensina também que nada acontece sem uma razão, mesmo se nós a desconhecemos, pois tudo é dominado pela Lei. Para nos elevarmos acima da Lei de Causa e Efeito é necessário muito estudo, muita meditação e a compreensão profunda de todos os Princípios Herméticos que fazem do Iniciado um Verdadeiro Mago.

            As massas do povo são levadas para frente, seguindo os desejos e vontades dos outros, do coletivo onde as causas exteriores se tornam mais importantes do que a vontade própria. O verdadeiro Iniciado deve elevar-se acima da massa, exercitando a sua Vontade para poder exercer o seu Livre Arbítrio. Para escaparmos desta Lei, que nos ata às sucessivas re-encarnações, devemos antes de mais nada controlar nossa mente e nossos atos para superarmos a casualidade.


O sétimo Princípio é o Princípio do Gênero

"O Gênero está em tudo; tudo tem o seu princípio masculino e o seu princípio feminino; o gênero se manifesta em todos os planos"

           Tudo e todos têm seu lado feminino e masculino. É assim que o Universo é formado. Masculino possui Feminino e vice-versa. O termo chinês yin-yang considera essa idéia a base para o equilíbrio, tanto em sua característica criativa como objetiva. O nosso anima (poder feminino) e o animus (poder masculino) devem estar sempre em harmonia.

           Estudando este princípio, que nos lembra o princípio de Polaridade, percebemos que o gênero é manifestado em tudo e que o princípio feminino e masculino estão sempre presentes, seja no plano físico que no plano mental e espiritual. No plano físico este Princípio se manifesta como sexo, e nos planos superiores ele tem outras formas de manifestação, mas se mantém igual.

           Assim, podemos dizer que todas as coisas manifestadas no gênero masculino possuem também um gênero feminino, e todas as coisas do gênero feminino contém também um gênero masculino. Compreendemos assim que não necessitamos da busca do outro princípio pois tudo está imanente em nós, manifestado na forma do gênero. A compreensão deste princípio nos leva à plenitude e à realização interior.



CONCLUSÃO

          Estes Princípios Herméticos, são aplicados pelo Astrólogo, pelo Tarólogo, pelo Homeopata, pelo Terapeuta Floral, pelo Grafólogo, enfim, por todos aqueles que sabem que o Homem faz parte do TODO e como tal não pode estar se não intimamente ligado a este, através de suas Leis Universais.

           Ao olharmos o Homem como um Todo harmônico, podemos compreender as razões que o levam à desarmonia, que se manifesta através das doenças físicas ou mentais, dos acidentes e infortúnios, e tentar ‘curá-lo’ proporcionando-lhe assim a chance de um crescimento no âmbito espiritual.

            Sem estes Princípios, as ciências chamadas "alternativas" seriam meros exercícios de ‘curandeirismo’. No entanto, sob os Princípios das Leis Herméticas, tudo se torna claro e transparente às mentes mais esclarecidas.
 

A Importância dos Sonhos

 
Sonhando...


Há uma vantagem em procurar recordar os seus sonhos. Eles lhe dirão muita coisa sobre você mesmo. 

            Analisando seus sonhos, estará mais habilitado a apreciar os fatores subconscientes que podem estar perturbando sua vida e fazendo com que você se sinta infeliz. Após ter descoberto o que lhe está trazendo infelicidade, você terá mais possibilidade de êxito (...)

            As séries dos chamados "sonhos maus", nos quais você comete atos anti-sociais, significam que você tem tendências destrutivas. É preciso estar em guarda contra o pensamento negativo habitual, principalmente se for dirigir contra indivíduos. Mais cedo ou mais tarde, rancores contra a sociedade, ódio àqueles que nos cercam, desenfreadas fantasias sexuais ou criminais engendram vergonha e ódio contra nós mesmos. Isso, por sua vez, ocasiona doença emocional.

           Se você sonha freqüentemente com cenas da infância, isso provavelmente indica que se está refugiando demais no passado. Ser-lhe-á mais compensador preocupar-se com o presente e com o futuro. O passado é como a água que já passou sob a ponte. Você não pode reviver o dia de ontem; o que importa é o que você faz hoje, amanhã e no futuro próximo. Diz a Dra. Camila M. Anderson, em seu livro Beyond Freud ("Para além de Freud"): "A pessoa que está emocionalmente atada ao passado não pode gozar de uma vida realmente feliz".

            Um sonho que se repete por muitos anos demonstra a existência de algum conflito enraizado, capaz de influenciar toda a sua personalidade.

            Quem sonha constantemente que está ligado a personagens famosos ou que descobriu a cura para o câncer ou para a loucura ou, ainda que ficou multimilionário, está supercompensando algum profundo complexo de inferioridade.

            Muitas pessoas sonham, com freqüência, que estão caindo. A repetição desses sonhos pode significar a tentação de tomar algum mau caminho. Indica submissão aos próprios impulsos. Constantes sonhos em que você se encontra em situações perigosas ou frustrantes indicam ansiedade e medo, podendo ser fruto de experiências reais tidas no passado, quando a sua vida esteve ameaçada por algum acidente grave ou doença grave. Anos depois de haver terminado a guerra, os soldados freqüentemente sonham com batalhas. Tais sonhos são também conhecidos como "sonhos do eco".

            Sonho Lúcido é definido como sonhar enquanto você sabe que está sonhando. O termo foi inventado por Frederik Van Eeden usando a palavra "lúcido" no sentido de claridade mental. A Lucidez usualmente começa no meio de sonhos quando o sonhador compreende que as experiências que estão ocorrendo não existem na realidade física, mas são fruto da criação de um sonho.

           Basicamente seu corpo está 'adormecido' e sua mente está 'acordada'. Sonhar é uma capacidade natural - nós todos sonhamos todas as noites. Você pode ter escutado algumas pessoas que dizem que não sonham - elas sonham sim - elas somente não recordam dos sonhos quando elas acordam. Se você tem tempo, esforço e paciência, você pode aprender a recordar seus sonhos.

           E uma vez que você pode fazer isto, sonhos lúcidos são um caminho excelente para explorar o mundo dos sonhos.Enquanto a definição básica de Sonho Lúcido está meramente na capacidade de compreender que se está sonhando, esta definição pode ser dividida em dois tipos de Sonhos Lúcidos. Esses dois tipos são "alto nível de lucidez" e "baixo nível de lucidez."

          Um sonhador lúcido que está sonhando com um alto nível de lucidez sabe que toda existência experimentada é fruto da criação da sua mente. Este sonhador está atento que ele ou ela está realmente na cama, adormecido e que não pode sofrer nenhum prejuízo físico como um resultado do sonho.

           Sonhando no baixo nível de lucidez, o sonhador não está completamente atento que seu ambiente é unicamente uma criação da sua mente. Isto permite ao sonhador fazer atividades tal como voar, ou fazer o que é mais interessante para ele no momento. Entretanto, o sonhador vê ameaças físicas e outros caracteres do sonho como sendo completamente reais. Enquanto sonha neste baixo nível, o sonhador é usualmente desprevenido que o seu corpo físico está realmente adormecido e em cama.

Você deve estar se perguntando. "Para qual propósito servem os Sonhos Lúcidos?

         Os Sonhos Lúcidos podem ajudar as pessoas a achar seu caminho em suas vidas. O livro "Exploring..." contém muitos exemplos de maneiras através das quais algumas pessoas têm usado os sonhos lúcidos para se prepararem para algum aspecto de suas atividades cotidianas.

        Algumas das aplicações relatadas: campo de provas (tentar novos comportamentos, ou praticá-los, e afiar habilidades atléticas), resolução criativa de problemas, inspiração artística, superação de problemas de ordem sexual e social, aceitação da perda de alguém querido, e restabelecimento da saúde física.

        Se a possibilidade de acelerar a saúde física, sugerida pelo que contam os sonhadores lúcidos, for confirmada pelas pesquisas, isto será uma razão tremendamente importante para se desenvolver habilidades com o sonhar lúcido. 

Fonte: http://www.misteriosantigos.com/sonhos.htm

O Poder da Meditação


A chave da compreensão esta na sua mente...

Meditação é a arte de deixarmos nossa mente quieta e descansada.

Quando fisicamente nos sentimos cansados e exaustos, só temos uma coisa em mente: dormir, relaxar, descansar. Essa é a única maneira que encontramos para nos recuperarmos do cansaço, caso contrário, o estado contínuo de fatiga pode nos levar a profundas dores musculares, cãibras e até mesmo à doença. Por outro lado, nossa mente nunca descansa. Ela se encontra ativa dia e noite. Mesmo durante o sono, ela está funcionando, mandando estímulos para que nosso corpo continue ativo, vivo, ainda que se recuperando da luta diária.

O exercício da Meditação permite que você consiga desacelerar um pouquinho a sua mente. Com a prática, você será capaz de 'parar'o fluxo contínuo de pensamentos por alguns minutos, permitindo que a sua mente descanse, se recupere e se organize. Enquanto isso, as suas funções físicas continuarão trabalhando, harmonicamente, sem a interferência positiva ou negativa da corrente de pensamentos que é capaz de provocar alterações energéticas, físicas, químicas e orgânicas em nosso organismo.

Meditar é se permitir não ter preocupações por alguns segundos ou minutos. É se encontrar despido de todos os pensamentos que o induzem a realização de suas ações diárias.


Fácil? Difícil? Por que você não tenta? Sim, aí mesmo sentado na frente do computador. Respire fundo, relaxe, feche seus olhos e tente não pensar em nada por um minuto.


Você conseguiu? Não? Tudo bem.

A prática da meditação exige treinamento. Temos que aprender primeiro a desacelerar o fluxo de pensamentos antes de tentar pará-los por completo. Só o ato de reduzir a velocidade de nossos pensamentos e idéias já nos permite sentir um pouco mais de harmonia e paz. É como se o mundo a nossa volta também desacelerasse.

Como posso começar a aprender a meditar?

Experimente fazer o mesmo exercício sugerido acima, só que dessa vez colocando alguma música calma no fundo. Você vai notar que ainda não foi capaz de parar a onda de pensamentos, mas conseguiu reduzí-los um pouco. Dessa vez, sua mente se concentrou na freqüência vibratória da música que você estava escutando, permitindo que você exercece maior controle sobre seus pensamentos, permitindo que você relaxasse mais.

Com isso, o grande segredo do iniciante de meditação é focalizar a atenção de sua mente em alguma outra coisa, conduzindo, desta maneira, todo fluxo de pensamento para um específico ponto. A música por sí só serve como um estímulo único e focalizado para a mente, cuja frequência vibratória irá se harmonizar independentemente da nossa vontade.

Quando nossa mente se silencia, conseguimos perceber outras vibrações inerentes ao nosso ser. Conseguimos entrar em contato com a nossa criança/divindade/mago interior. E, redescobrindo nosso interior, entramos em contato com os desejos mais íntimos de nossa alma. E, assim, aprendemos a redirecionar nosso caminho em direção de nossa evolução como seres humanos.

Sem a interferência de nossos pensamentos, podemos perceber com mais clareza o propósito de nossas vidas, sem mencionar que o estado de relaxamento que adquirimos com a prática da meditação permite que o nosso corpo funcione de uma maneira mais equilibrada e, com isso, mais saudável.

Como posso meditar?

Você poderá começar a praticar meditação no começo do seu dia. Sim, para começar o seu dia de uma maneira mais equilibrada, dando tempo à sua mente para sair do estado de sono para o começo da luta diária.

Sente-se num lugar confortável, diretamente no chão ou em uma cadeira com apoio para as costas. Para os que preferem o chão, sente-se na posição oriental, de lótus ou de Yoga, com as pernas cruzadas e a coluna reta. Na cadeira, mantenha também as costas retas e as pernas e pés separados, encostando no chão. Fique à vontade para colocar uma música ambiente ou ficar em silêncio. RELAXE!

Focalize sua atenção no seu corpo. Feche os olhos. Comece sentindo seus pés, forçando e relaxando a musculatura dos pés. Sinta o sangue, a energia sendo liberada para o seu corpo. Agora focalize sua atenção na parte de trás das suas pernas, também forçando e relaxando a musculatura. Repare sua respiração e tente respirar tranqüilamente pelo nariz. Continue fazendo este exercício de focalização nas suas coxas, quadris, estômago… até chegar no seu coração.

Dê uma parada, sinta-se relaxado e comece a observar as batidas de seu coração. Perceba que elas começam a se harmonizar com a sua respiração.

RELAXE! Tente focalizar toda sua atenção nas batidas de seu coração e na sua respiração. Se você não conseguir se CONCENTRAR de maneira que seus pensamentos desacelere, tudo bem.

Com a prática seus pensamentos começaram a diminuir até a sua mente ficar calada. Não tente impedir forçosamente que seus pensamentos venham. Reconheça cada pensamento com tranqüilidade e se despeça dele.

É como se você falasse prá você mesmo "tudo bem, reconheço que estou pensando, que hoje tenho que lavar o carro" ou "reconheço que posso me atrasar". O ato de tomar conhecimento do que está passando na sua cabeça permite que o fluxo de pensamentos venha de uma maneira mais organizada e controlada. Com o tempo, você será capaz de dizer para você mesmo: "Reconheço que mil pensamentos são necessários para eu viver, mas agora é hora de silêncio" e sua mente irá se silenciar.

Quando você sentir a sincronia entre as batidas do seu coração e a sua mente e que seus pensamentos começam a ceder espaço para o silêncio, comece a reparar a linguagem de seu corpo: regiões que ainda precisam de mais relaxamento, onde está dolorido e onde está em paz. Perceba que seu corpo vibra ritmicamente com o seu coração e a sua respiração.

RELAXE! E tente mais uma vez não pensar em nada, diga prá você mesmo: "Tenho consciência do meu corpo, dos meus pensamentos, do meu ser. Eu estou em harmonia. Eu estou em silêncio". No momento em que você perceber que seus pensamentos começam a voltar, concentre-se de novo na sua respiração e no seu coração. Relaxe seu pescoço, sua cabeça e perceba mais uma vez o seu corpo como um todo.

RELAXE! Tente reconduzir seus pensamentos e limpar sua mente.

Quando seus pensamentos começarem a vir de uma maneira insistente ou se seu corpo começa a apresentar sinais de desconforto ou cansaço, comece a despertar lentamente: primeiro conscientizando-se de seus pés, depois de suas pernas, até ter consciência de todo o seu corpo. Perceba sua respiração e, embora ela ainda esteja em harmonia com as batidas de seu coração, a sinta como uma coisa separada.

Escute apenas o seu coração, sem associações. RELAXE! Comece a reparar os sons externos, a música relaxante, o silêncio ou o barulho de sua casa, a vida lá fora. Levante-se com calma ou, ainda sentado, dê tempo para que sua consciência entre no ritmo da rotina diária. Sinta como você está relaxado e sua mente tranqüila.

Comece praticando por apenas 3 minutos e vá aumentando o tempo progressivamente, de acordo com os seus resultados, até que você consiga meditar por ½ hora. Comece, então, praticar pela manhã e pela noitinha. Com o tempo, você perceberá que será capaz de meditar em qualquer lugar, em casa, no trabalho, no ônibus… e também notará que sua mente irá se desligar pelo tempo que você estabelecer, 5 minutos ou ½ hora.

Você também poderá fazer uma meditação dirigida para buscar a solução de algum problema ou beneficiar alguma condição de saúde. Para isso, focalize sua atenção na questão antes de entrar no estado de meditação, logo após o relaxamento.

Por exemplo, fale prá você mesmo: "Hoje, enquanto minha mente se silencia, minha 'criança interior' poderá me ajudar a solucionar o seguinte problema xxxxxx". Ou: "Hoje, enquanto minha mente se silencia, meu corpo físico irá trabalhar pela cura da minha dor de estômago".

Daí, RELAXE e comece a sincronizar sua respiração com o seu coração. Você poderá receber visões durante a meditação ou terá uma diferente perspectiva do problema ao despertar. Nas condições de saúde, a prática direcionada contínua irá permitir alguma melhora, mas não é possível garantir a cura para o problema.

A prática da meditação permite que você tome um papel mais ativo no controle de suas funções vitais. Com o tempo, você passará observar o mundo à sua volta de uma maneira diferente. As necessidades alimentares de seu corpo também poderão mudar. Muitos começam, naturalmente, a comer de uma maneira mais saudável e equilibrada.

A luz solar também passará a ter mais importância como fonte essencial de energia. O importante é que a prática da meditação permite que nos tornemos pessoas mais equilibradas, menos stresssadas, sentindo maior prazer em viver. Mudando positivamente nossa interação com o universo e com nós mesmos.

Fonte: http://www.misteriosantigos.com/meditar.htm

domingo, 7 de agosto de 2011

O Projeto de Ayn Rand

Objetivismo - Ayn Rand


Realismo, na metafísica: a realidade existe, tem existência objetiva, e tem primazia sobre a consciência que dela tem o homem, ou seja, existe independentemente de ser percebida ou ser conhecida, não sendo, portanto, de maneira alguma, "construída" pela mente humana. 

Empirismo, realismo, racionalismo, e objetivismo, na epistemologia: a realidade é cognoscível através dos sentidos e da razão; os sentidos fornecem a matéria prima que a razão identifica, analisa e integra na forma de conceitos, e esse conhecimento conceitual da realidade é objetivo. 

Individualismo, egoísmo e racionalismo na ética: O indivíduo é a base de considerações morais, não o social, porque a razão é atributo do indivíduo, e não do coletivo, e é através da razão que o indivíduo define o código de valores que vai determinar sua conduta: um código baseado em seu auto-interesse racional (egoísmo), voltado para a preservação de seu valor supremo, a sua vida como ser racional (e conseqüentemente livre. 

Liberalismo "laissez faire" na política: O único propósito defensável de um estado é defender os direitos do indivíduo à vida e à liberdade, protegendo-o contra a violência física, fraudes e quebra de contratos. Suas funções legítimas, portanto, devem se restringir a ser polícia (proteger o indivíduo de quem, dentro de uma unidade política, pode querer violar os seus direitos), ser exército (proteger o indivíduo de ameaças externas) e ser juiz (proteger os contratos e as propriedades do indivíduo contra quebra, fraude, roubo e outras ameaças. 

Capitalismo na economia: O capitalismo é o único sistema econômico que preserva todos os outros princípios aqui enunciados; ele possui, portanto, um embasamento moral, e não meramente econômico ou pragmático.
A todo esse conjunto, que forma um dos poucos sistemas integrados e coerentes na filosofia do século XX, Ayn Rand deu o nome de Objetivismo (porque o termo "Racionalismo" já estava desgastado). Vamos discuti-lo em partes.
Mas é importante ressaltar desde já que o tema da razão pervade todos esses sub-temas. A própria Ayn Rand deixa isso claro: 

"... Não sou primariamente uma advogada do capitalismo, mas do egoísmo; e não sou primariamente uma advogada do egoísmo, mas da razão. Se alguém reconhece a supremacia da razão e a aplica consistentemente, tudo o mais segue. Isto - a supremacia da razão - foi, é e será a preocupação primária de meu trabalho, e a essência do Objetivismo. ... A razão na epistemologia leva ao egoísmo na ética, que por sua vez leva ao capitalismo na política. A estrutura hierárquica não pode ser invertida, nem pode um nível posterior se sustentar sem o fundamental" [2]. 

"Não podemos lutar contra o coletivismo, a menos que lutemos contra sua base moral: altruísmo. Não podemos lutar contra o altruísmo, a menos que lutemos contra sua base epistemológica: irracionalismo. Não podemos lutar contra nada - a menos que lutemos por alguma coisa: e aquilo pelo que devemos lutar é a supremacia da razão, e uma visão do homem como ser racional" [3].

Fonte: http://aynrand.com.br/

Filosofia Objetivista - A Virtude do Egoísmo

Ayn Rand


  • Egoísmo é a preocupação com nossos próprios interesses. Este conceito não inclui avaliação moral. Para o altruísmo, o critério de valor moral de uma ação é o seu benefício (o povo, o outro; menos a si mesmo). 
  • O que importa é o que o homem escolhe para valorizar, e não quem ou o fato em si. Deve-se defender o direito do homem a uma existência moral racional; o homem deve ser o beneficiário de seus próprios atos morais.
  • Há, no entanto, a diferença entre agir de acordo com um código racional de princípios morais e guiar nossos atos por caprichos, desejos irracionais. Nesse segundo caso, temos um subjetivismo ético.
  • Valores: razão, propósito e auto-estima. Virtudes respectivas: racionalidade (razão como única fonte de conhecimento), produtividade (trabalho) e orgulho (ambição moral).
  • Todo ser humano é um fim em si mesmo, e não um meio para o bem-estar dos outros. Propósito moral mais alto do ser humano: realização de sua própria felicidade. Emoções básicas: felicidade (triunfo da vida) e sofrimento (alerta da morte).
  • Deve-se aceitar a própria vida como princípio fundamental e da busca dos valores requeridos por ela, para alcançar a felicidade.
  • Crítica à busca “egoísta” dos próprios caprichos (Nietzsche) e ao altruísmo servil ao capricho dos outros, que é um hedonismo ético-social (Bentham, Mill e Comte). Enfim, é um canibalismo moral.
  • Egoísmo racional: valores exigidos pela vida humana, sem o sacrifício de ninguém. Princípio da troca (negociantes de valor) gera justiça, pois somente quem se valoriza a si mesmo é capaz de valorizar alguém. Conhecimento e comércio são maiores ganhos da convivência social; são formas de cooperação.
  • Princípio político: ninguém possui o direito de iniciar o uso da força física contra os outros. No máximo, apenas em retaliação e contra aqueles que iniciam seu uso. O único propósito moral adequado de um governo é proteger os direitos das pessoas (vida, liberdade, propriedade e a busca da felicidade), o que inclui protegê-las da violência física.
  • A ética objetivista é a base moral do capitalismo – mas, aquele puro e desregulamentado (laissez-faire). O melhor sistema social é aquele que deixa os homens livres para conquistarem e manterem seus valores.
  • Deve-se agir sempre de acordo com a hierarquia de seus valores, pois somente ela permite juízos de valor e uma conduta racional.
  • Amor e amizade são valores profundamente egoístas. O amor é uma expressão de auto-estima e resposta aos valores pessoais em outra pessoa. Preocupar-se com o bem-estar de quem se ama é parte racional de interesses egoístas. A virtude em ajudar aqueles que se ama não é abnegação ou sacrifício, mas integridade (lealdade com convicções).
  • Riqueza e conhecimento não são presentes da natureza; têm que ser descobertos e conquistados pelo próprio esforço do indivíduo.
  • É indispensável assumir a responsabilidade de encontrar os meios necessários e adequados para que alcancemos nossos objetivos. Quem não é responsável pela própria vida e por seus próprios interesses, não leva em consideração os interesses e a vida dos outros. Ignora-se, assim, que pela cooperação social, eles também são responsáveis pela satisfação de seus desejos.
  • O compromisso entre a liberdade e o controle governamental é impossível. Aceitar algum controle, mesmo que seja “um pouco”, já é uma renúncia à inalienabilidade dos direitos individuais, em prol do princípio do poder arbitrário e ilimitado do governo.
  • Nada corrompe tanto uma cultura ou o caráter do homem quanto o agnosticismo moral; ou seja, a idéia de que não se deve fazer um julgamento moral dos outros. A conseqüência desta postura é o cinismo amoral, em que o medo da responsabilidade perante a uma realidade objetiva (afinal, não há como escapar das escolhas que devemos fazer, assim como dos valores morais implicados) leva certos indivíduos a se sentirem livres para fazer julgamentos irracionais.
  • Da mesma forma que o culto da incerteza, na epistemologia, é uma revolta contra a razão, o culto da moral cinzenta, na ética, é um revolta contra os valores morais. Em economia mista, por exemplo, há homens de premissas mistas, mas a mistura não permanece “cinza” indefinidamente; é apenas um prelúdio para a predominância do lado mais amoral.
  • A ética coletivizada, enquanto altruísmo, afirma que o infortúnio de uns é a hipoteca a ser paga por outros. Porém, isso prejudica a compreensão de direitos e do valor da vida de um indivíduo. Tal criação de deveres sociais é coercitiva e se sustenta por premissas frágeis.
  • Essencialmente, o socialismo é a negação dos direitos de propriedade individual, pois o uso e controle destes são coletivizados – o que não significa que o serão em benefício do povo; há uma tendência oligárquica. Se quem produz não possui o resultado de seu próprio esforço, não possui a própria vida, pois esta se torna propriedade do Estado. Tanto o nazismo quanto o comunismo são formas de socialismo, ambos tomados por uma ilusão de grandeza que justificaria as mortes e o despotismo.
  • Os direitos individuais são o meio de subordinar a sociedade à lei moral. Aliás, é justamente esta a realização mais revolucionária dos EUA, pois estes traçaram a distinção entre os criminosos e o governo, ao proibir ao segundo a versão legalizada das atividades do primeiro. Além disso, a defesa dos direitos do homem (ou seja, de sua liberdade de ação) passa pela defesa do capitalismo laissez-faire.
  • De forma sucinta, governo é o meio de colocar, sob leis objetivamente definidas, o uso retaliatório da força física. Cabe também ao governo a função de árbitro que decide as disputas (segundo leis objetivas), assim como proteger os contratos firmados entre os cidadãos. Sendo assim, em um sistema social adequado, qualquer um pode fazer o que quiser, exceto aquilo que é legalmente proibido. Porém, um funcionário do governo não pode fazer nada, a não ser aquilo que é legalmente permitido.
  • Para pagar as funções legítimas de um governo, bastaria uma taxação voluntária. Para aqueles que não podem pagar tal custeio, haveria um bônus propiciado por aqueles que podem fazê-lo. Isso, no entanto, não é redistribuição de riqueza, pois cobriria apenas benefícios indiretos (exemplo dos bancos desocupados de um trem).
  • O racismo é a forma mais cruel e primitiva de coletivismo, pois atribui significado moral e/ou sócio-político à linhagem genética de um homem. Ou seja, julga um homem não por sua própria índole ou ações, mas pelas índoles e ações de um coletivo de antepassados. Cria-se, assim, uma auto-estima automática. Porém, doutrinas, por mais nocivas que sejam, não podem ser proibidas por lei. O racismo privado é menos uma questão legal que moral. Os “direitos civis” (por exemplo, cotas raciais nas escolas), com o argumento de “equilíbrio racial”, também estão sendo racistas, ao criar uma culpa racial coletiva.
          Fonte: http://estudoshumanistas.blogspot.com/2010/03/filosofia-objetivista-de-ayn-rand.html

Estética na Filosofia Objetivista

A Liberdade guiando o povo
        
           Agora, vamos nos tornar a outro importante produto do homem: a arte. A arte é uma recriação seletiva da realidade de acordo com os julgamentos metafísicos e éticos do artista. Ela expressa o senso de vida do artista, isto é, suas convicções mais profundas sobre o mundo e o homem.
Muitos dizem, hoje, que a função da arte é a apreciação do belo, sem especificarem o que é o belo e por que você deve apreciá-lo. Outros nem chegam a este ponto: proclamam que a arte não tem função alguma. Alguns deles vão mais longe: dizem que a própria definição da arte é aquilo que, para o homem, não tem propósito.
            O Objetivismo, em contrapartida, afirma que o homem necessita da arte porque ela passa as ideias mais abstratas do homem para o concreto, o físico. Um conceito simples, baseado na percepção, como o de mesa ou o de computador, não precisa ser concretizado pela arte. É possível apontar para uma mesa e dizer: é disso que estou falando. O mesmo não é verdade para abstrações mais complexas, como o amor ou a coragem. Estes conceitos não têm o imediatismo daqueles baseados diretamente na percepção.
            A arte é o instrumento que torna possível a observação de abstrações complexas. Ela deixa o homem examinar uma ideia como algo concreto e, então, melhor entender o que o conceito significa na prática. Uma boa arte deve mostrar como o mundo pode ser e deve ser. Como o mundo pode ser porque as coisas são o que elas são e não faz sentido ficar pensando em uma fantasia como um mundo mágico ou um que tenha vampiros. Como o mundo deve ser porque a arte, sendo a ferramenta que permite a concretização de abstrações, pode deste modo servir de inspiração e combustível para o homem viver e atingir objetivos.

Fonte: http://www.objetivismo.com.br/

Politíca na Filosofia Objetivista

Aristóteles
         
            A política é a principal aplicação social da ética. Ela estuda a organização da sociedade e a relação do indivíduo com o governo.

            Na política, assim como em todos os outras áreas, é preciso partir do zero. Devemos perguntar por que o homem necessita de um governo e o que ele deve fazer. A ética nos diz que cada homem é um fim em si mesmo e necessita da razão para sobreviver. A sobrevivência através da razão requer a liberdae de cada indivíduo de atuar de acordo com o seu julgamento. Só há, basicamente, uma maneira de violar esta liberdade: com a iniciação da força, isto é, com um homem iniciando agressão física (como assassinato, roubo, ameaças ou fraude) contra outro.
            Para que o homem possa viver e prosperar, a iniciação da força deve ser banida da sociedade; para isto, os direitos de cada indivíduo devem ser reconhecidos e protegidos.
           Um direito é um princípio moral definindo e sancionando a liberdade de ação do homem em um contexto social. O direito fundamental é o direito à vida – todos os outros são corolários deste. A vida é o processo de ação sustentada e gerada pelo próprio ser; o direito à vida quer dizer o direito de cada homem de tomar as ações e usar o seu corpo para sustentar a sua vida.
           O primeiro direito derivado de o direito à vida é o direito à liberdade, de estar livre dos outros para poder pensar e atuar. O outro é o direito à propriedade, que não é o direito a uma específica propriedade física, mas o de poder ter e usar a propriedade que você adquire com o seu esforço. Ele não é o direito a uma casa ou a um carro, mas o de poder viver na casa que comprou e de poder vender o carro que fabricou.
Estes direitos são inalienáveis – todo homem os tem e nenhum homem ou grupo de homens, sejam estes dez pessoas ou 51% da população de um país, pode violá-los.
            O sistema sócio-econômico ideal é aquele que reconhece e protege os direitos do indivíduo, e o nome deste sistema é capitalismo. Capitalismo não quer dizer a economia mista que temos hoje, que é basicamente uma mistura de liberdades e controles, de capitalismo e socialismo. O capitalismo que o Objetivismo advoga é o capitalismo puro, laissez-faire – a completa separação entre governo e economia.
            Em uma sociedade capitalista, o governo tem três órgãos: o exército, para proteger o país de agressores estrangeiros; a polícia, para defender os indivíduos de bandidos domésticos; e o sistema judiciário, para julgar criminosos e resolver disputas entre cidadãos.
            Nesta sociedade, não haveria regulamentos sobre a produção ou restrições sobre o comércio. Toda propriedade seria privada – realmente privada. Isto implica que não haveria impostos – todas as contribuições para o governo (que não gastaria um décimo do que ele gasta hoje) seriam voluntárias. A proibição do aborto, do jogo, das drogas seriam abolidas, assim como qualquer limitação sobre a liberdade de expressão.
            O pouco de capitalismo que tivemos nos últimos 200 anos resultou no maior boom de desenvolvimento e melhoria de qualidade de vida já visto na história. A evidência é inquestionável – é só comparar a Coréia do Sul com a do Norte, os Estados Unidos com a União Soviética ou a Alemanha Ocidental com a Oriental. O fato é que o grau de liberdade econômica de um país está diretamente relacionado ao seu grau de prosperidade.
            Mesmo assim, aqueles que dizem querer ajudar os pobres são os que mais criticam o capitalismo. Como Ayn Rand brilhantemente disse, o bem-estar do homem não é objetivo deles.Citando Rand: “A justificativa moral do capitalismo não reside na alegação altruísta de que ele representa a melhor maneira de promover ‘o bem comum’. É verdade que o capitalismo o faz, mas isto é apenas uma consequência secundária. A justificativa moral do capitalismo reside no fato de que ele é o único sistema em consonância com a natureza racional do homem, que ele protege a sobrevivência do homem enquanto homem, e que seu princípio dominante é a justiça.”

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Ética na Filosofia Objetivista

Ética
            

            Agora que chegamos na ética, é preciso seguir as nossas bases filosóficas, isto é, a metafísica e a epistemologia. Esta última diz que conseguimos conhecimento através da razão, e isto se aplica a todo conhecimento, incluindo conhecimento sobre moralidade.
            A ética, portanto, não pode ser baseada em desejos, sejam estes de um indivíduo, da sociedade ou de um suposto deus. Hoje, a ética se resume a isto: um lado diz que Deus deu revelações e o outro que a sociedade deve determinar como o homem há de viver. O Objetivismo rejeita estas duas teorias porque elas não reconhecem o absolutismo da realidade e da razão.
            Para começar uma ética racional, a primeira coisa que se deve fazer é perguntar: o que na realidade dá origem à etica? Por que ela é necessária?
Para saber disto, é preciso antes entender o que é ética. A ética é um código de valores que guia as escolhas e as ações do homem. (A ética só se refere ao homem porque ele é o único animal que tem livre-arbítrio; portanto, é o único que pode tomar decisões.)
É necessário, no entanto, ir mais a fundo na definição de ética. É preciso perguntar: o que são valores? Um valor é algo que você age para ter e/ou ganhar. Valor não é um conceito primário; ele pressupõe a resposta para a pergunta: valor para quem e o para o quê? Ou seja, algo só pode ser um valor para alguém com algum objetivo.
            A água, por exemplo, não é um valor intrínseco, em si mesmo. Ela é, no entanto, um valor para o homem para seu corpo conseguir controlar sua temperatura. Ter uma temperatura estável é um valor para o homem para ele permanecer vivo.
Valores só podem existir para seres vivos diante de uma escolha – onde não há decisões, não há valores ou moralidade. Para todo ser vivo, existe somente uma escolha primária: a vida ou a morte – tomar ações requeridas para promover sua vida ou ações que a destroem. É importante notar que só indivíduos são confrontados com a escolha de vida ou morte. A sua escolha é: a sua vida ou a sua morte.
            A escolha da vida sobre a morte é uma decisão pré-moral. Ela não pode ser julgada como certa ou errada, mas caso um homem escolha a vida, seu objetivo final ou padrão de valor há de sê-la – a vida é o único valor que é um fim em si mesmo e sem ela, nenhum outro valor é possível.
A sua vida como o padrão de moral significa que tudo que a promove é o bom, e tudo que a destrói é o ruim. Todas as questões morais, portanto, são questões de como viver com sucesso e felicidade, e todos os princípios morais devem ser avaliados de acordo com a sua capacidade de promover a vida do homem.
A função da ética é descobrir o que é requerido pela natureza da realidade para o homem viver na Terra. A ética deve providenciar valores e virtudes (isto é, ações que resultam no ganho de valores) para guiar a vida do homem. Para fazer isto, ela precisa examinar a natureza do homem.
             O ser humano não é particularmente rápido ou forte. Ele não tem dentes ou patas afiadas. Ele tem, entretanto, um específico e superior método de sobrevivência: a razão. Tudo, no mundo, que é bom, que beneficiou a vida do homem – a agricultura, o prédio, o remédio, o computador – é resultado da razão. Todos os desastres não-naturais, em contrapartida, são consequência de indivíduos que a abandonaram.
             A racionalidade, sendo o reconhecimento de que a razão é o único método de conhecimento, o único julgador de valores e o único guia de ação do homem, é a virtude básica do homem. A razão permite que o homem pense a longo prazo. Ela permite que o homem adapte o ambiente a ele. Ela permite que o homem atue de acordo com a realidade e atinja seus objetivos.
             Todas as outras virtudes são meios de aplicar a razão e, portanto, atingir a vida. Abaixo, estão as seis principais virtudes derivativas reconhecidas pelo Objetivismo:
Independência, a aceitação da responsabilidade e da necessidade de formar seus próprios julgamentos e viver do seu próprio trabalho.
          
Integridade: a lealdade aos princípios, a prática do que um acredita ser certo. Como é possível chegar a princípios certos com a razão, a prática de coisas boas irá beneficiar a sua vida.
Produtividade: a virtude de atingir valores. Embora o uso de produtividade tipicamente se refere à produção de riquezas, aqui a palavra também inclui o ganho de outros valores, como relações com amigos ou amantes.

Honestidade: a rejeição de falsificar a realidade de sua existência de qualquer maneira, seja para si mesmo ou para outros.

Justiça: a virtude de tratar pessoas de acordo com as suas ações – a aplicação da lei da identidade às pessoas. A justiça é em seu interesse pois encoraja bom comportamento na parte de outros e evita que você tenha que lidar com pessoas más ou perigosas.

Orgulho: o respeito a si mesmo. Sem ele, você não teria razão para confiar em sua habilidade para viver. 

            Vivendo de acordo com a racionalidade e estas outras virtudes, o homem é capaz de atingir uma vida próspera e feliz, que é o seu propósito moral. O nome da teoria ética Objetivista exposta acima é egoísmo racional. Hoje, infelizmente, os pensadores dizem que você é um altruísta se sacrificar-se pelos outros e um egoísta se sacrificar os outros por você. O Objetivismo rejeita os dois lados dessas dicotomia. Uma ética realmente egoísta não envolve sacrifícios, mas cada um vivendo em sua função e respeitando o direito dos outros de fazer o mesmo.
           Existe outra dicotomia que hoje é entendida como evidente mas é negada pelo Objetivismo: a divisão entre o moral e o prático. “Devo ser prático ou devo ser ético?”, muitos se questionam. “Como posso ser prático e ético ao mesmo tempo?”
          Estas perguntas, é claro, só surgem porque o altruísmo, a teoria ética predominante de nossa sociedade, define o sacrifício como o ideal e o moral. Na verdade, estas perguntas são contraditórias, porque como, propriamente, a vida do homem é o seu padrão de moral, o ético há de ser o prático – afinal, ele é o que promove a vida!

Metafísica na Filosofia Objetivista

Metafísica
        
             O Objetivismo, na metafísica, começa identificando as verdades mais básicas e irrefutáveis sobre a natureza do universo. O nome destas afirmações é axioma, e o primeiro deles é: a existência existe.
Algo existe. Este algo não é nada esotérico – é tudo que você vê, tudo que é disponível aos sentidos. Tudo nos céus até as células do seu corpo. A soma disto é a existência, ou a realidade.
A lei básica da realidade é a lei da identidade, formulada primeiro por Aristóteles. Ela diz que A é A. As coisas são o que é elas são.
            Se você quebra a sua perna em um esporte, não importa o quanto triste você ficar, você terá quebrado a sua perna. Isto é um fato. Você pode conseguir consertá-la posteriormente, mas nenhuma de suas emoções ou desejos irá mudar o fato de que sua perna foi quebrada, isto é verdade para todo fato humano ou não. A realidade, sendo o que ela é, é independente da consciência, ou seja, objetiva. Então, se 10 milhões de brasileiros ou qualquer número, maior ou menor, quiser que algo seja verdade, este algo não será verdade só porque eles querem que o seja. Você pode desejar, querer, crer – sozinho ou junto com o resto da humanidade – mas isto não afetará a realidade.
A realidade é independente de qualquer consciência, seja esta a de homens ou a de um suposto ser sobrenatural que controla o universo. O Objetivismo é ateu, mas também a-unicórnio, a-papai-noel. Ele é contra todas as formas do sobrenatural – só do natural.
           A lei que rege o mundo natural é a lei causal. As coisas na realidade operam por causa e efeito – cada uma atuando de acordo com a sua natureza. Não existem milagres, nem “sorte”, no sentido de eventos sem causa. Não faz sentido rezar, porque não há ninguém para rezar para, e mesmo se alguém pudesse ouvir suas preces, ele não poderia fazer nada a respeito, porque as coisas são o que são e fazem o que fazem.
            Tudo, inclusive os seres humanos, são sujeitos à causa e efeito. Uma forma de causa e efeito, no entanto, é o livre-arbítrio humano – o homem tem o poder de escolha, o poder de pensar ou não, e esta é a primeira causa em toda uma cadeia subsequente de outras causas.

Epistemologia na Filosofia Objetivista


Platão

             Epistemologia ou teoria do conhecimento é a crítica, estudo ou tratado do conhecimento da ciência, ou ainda, o estudo filosófico da origem, natureza e limites do conhecimento. Pode-se remeter a origem da "epistemologia" a Platão ao tratar o conhecimento como "crença verdadeira e justificada". O desafio da "epistemologia" é responder "o que é" e "como" alcançamos o conhecimento?. Diante dessas questões da epistemologia surgem duas posições:
Empirista: que diz que o conhecimento deve ser baseado na experiência, ou seja, no que for apreendido pelos sentidos. Como defensores desta posição temos Locke, Berkeley e Hume; e
Racionalista: que prega que as fonte do conhecimento se encontram na razão, e não na experiência. Como defensores desta posição temos Leibniz e Descartes.
            A expressão "epistemologia" deriva das palavras gregas "episteme", que significa "ciência", e "Logia" que significa "estudo", podendo ser definida em sua etimologia como "o estudo da ciência".

Metafísica no Objetivismo

            O Objetivismo afirma, essencialmente, que a razão, isto é, a faculdade que identifica e integra os dados dos sentidos, é o único método de conhecimento.
A razão começa com a evidência dos sentidos – visão, audição, paladar, tato, olfato, etc. Eles são o único acesso do homem à realidade, e como todo conhecimento é um conhecimento sobre a realidade, os sentidos são necessariamente a base de todo conhecimento.
            Existem muitos, especialmente hoje, que dizem que os sentidos são inválidos, que eles nos dão ilusões, que não podemos diferenciar os sentidos de alucinações. O Objetivismo denuncia todas estas crenças como exemplos da chamada falácia do conceito roubado. Qualquer pessoa, ao tentar negar explicitamente a validade dos sentidos, estará implicitamente afirmando sua validade – ao dizer que os sentidos são falsos, ela está assumindo que ele existe, que você existe, que as palavras que saem de sua boca são realmente as palavras que ela ouve sair, etc – tudo isto se baseando em seus sentidos. A validade dos sentidos é axiomática – todo conhecimento depende dela e qualquer tentativa de refutá-la é uma contradição.
            Com base na observação sensorial, os seres humanos têm a capacidade única de formar conceitos, ou abstrações. Os conceitos são a nossa forma de organizar os dados sensoriais. A formação de um conceito é um processo de omissão de medidas – ele é formado pegando um número de entidades similares e decidindo o que as torna similar de uma maneira importante. Um homem, por exemplo, vê várias entidades compostas de uma superfície e suportes e, mentalmente, julga que estas são características essenciais e integra estas entidades no conceito de mesa.
             Para colocar conceitos juntos, é necessário usar a lógica, que é o processo de identificação não-contraditória. Em essência, ela diz que você não pode ter seu bolo e comê-lo também. Nada pode ser A e não-A ao mesmo tempo e no mesmo respeito.
             Pensar logicamente é colocar os dados em um modo não-contraditório. Não podemos ter contradições porque estamos tentando conhecer a realidade e o princípio fundamental da realidade é que A é A – não há contradições na realidade.
Agora, o resultado de usar a razão como seu meio de conhecimento é que você pode confiar nas conclusões que chega. Você pode, no âmbito da evidência disponível, ter certeza sobre algo.
Assim, o Objetivismo rejeita o ceticismo, que é a ideia de que não há absolutos, ninguém pode ter certeza de nada, é tudo uma questão de opinião, ou, como os céticos amam dizer, “o que é verdade para você não é verdade para mim”. O ceticismo é, evidentemente, uma contradição em termos. Ele diz que sabe, que tem conhecimento… de que não há conhecimentos.
            O Objetivismo afirma o oposto: toda verdade é absoluta, mas você há de usar a razão para chegar a ela. Desta forma, ele também rejeita o misticismo, que é a doutrina que diz que há verdades, mas você só precisa que se expor passivamente para o mundo que ela vai se escrever em você. O misticismo diz que você pode dispensar com os sentidos, a lógica, a argumentação. Ele diz que você tem, de alguma forma, acesso direto ao conhecimento através da fé, revelação, intuição, telepatia, etc.
             O Objetivismo diz, em contrapartida, que a verdade está na relação adequada entre a mente e a realidade, entre a consciência e a existência. Você tem que olhar para fora para obter a verdade, mas você não pode simplesmente esperar um dogma bater na sua cabeça.
Você só pode obter verdades usando o método correto, e este método é a observação, a formação de conceitos, a lógica – ou seja, a razão.

Fonte: http://www.objetivismo.com.br/
                   http://www.euniverso.com.br/Oque/epistemologia.htm

sábado, 6 de agosto de 2011

Não confunda Luciferianismo com Satanismo


            O Luciferianismo, não possuindo uma divulgação tão grande quanto o Satanismo, ainda é muito desconhecido, e até mesmo mal interpretado pela maioria das pessoas. Enquanto muitos o julgam como sendo uma religião das trevas, na verdade não há título mais injusto do que este para ser-lhe atribuído; isto porque esta filosofia é centrada na procura da Iluminação (Divindade) pessoal através do caminho do conhecimento e da sabedoria. Que religião obscura teria um propósito tão nobre?

            O Luciferiano, adotando Lúcifer como seu referencial, almeja alcançar as qualidades que este Ser representa, a saber: sabedoria, conhecimento, orgulho, liberdade, vontade, desafio, independência e iluminação. Ele está sempre procurando por seus limites para poder alcançá-los, e então transcendê-los, sabendo que este é o único caminho para sua evolução. Nossa essência divina não é algo pronto: ela está dentro de nós, mas precisamos desenvolvê-la para que ela possa despertar. Devemos nos lembrar que somos os únicos responsáveis por nossa própria evolução, e por isso outra característica fundamental dos Luciferianos é a capacidade de discernimento. Afinal, embora no Luciferianismo nada seja proibido, sabemos que nem tudo nos convém. Ao realizarmos um ato, devemos estar preparados para suas conseqüências.

            A questão que surge freqüentemente é o por que da utilização de um nome que nos remete ao cristianismo, ao demônio cristão, já que é defendido por todos os Satanistas, e conseqüentemente Luciferianos, uma independência em relação a este conceito.

Há duas respostas possíveis, e ambas são verdadeiras.

            A primeira, e primordial, é que apesar do cristianismo utilizar-se do nome Lúcifer e Satã, como já foi visto anteriormente estes nomes existiam independentes da citada religião, e por isso mesmo referem-se a seres diferentes do demônio cristão.

Lúcifer e Satã têm que obrigatoriamente serem tratados como entidades diferentes para que possamos entender a diferença entre o o Luciferianismo e o Satanismo. Isso porque a diferença principal entre as duas escolas de pensamento está diretamente relacionada à idéia que cada nome possui embutido em si.

            A segunda, utilizada por alguns satanistas, é o impacto que este nome causa nos dias atuais. É um jeito de chamar a atenção no meio de tantas informações, para então poder mostrar ao que verdadeiramente ele se refere.

            O Luciferianismo é uma ramificação do Satanismo, e sua principal diferença para este é justamente o enfoque na procura pela sabedoria, ao invés da oposição. Isso pode ser facilmente percebido na análise dos nomes Lúcifer e Satã. Lúcifer vem do latim Lux, Lucis = luz Ferre= portador, ou seja, o Portador da Luz, enquanto Satan, de uma corrupção do nome do deus egípcio Set (Set-hen), em hebraico significa Adversário. O Luciferianismo é exatamente um aprimoramento do Satanismo, já que este é limitado em sua visão da evolução humana como necessária ao alcance desta divindade.
Fonte: Site de postagens do Yahoo