domingo, 7 de agosto de 2011

Epistemologia na Filosofia Objetivista


Platão

             Epistemologia ou teoria do conhecimento é a crítica, estudo ou tratado do conhecimento da ciência, ou ainda, o estudo filosófico da origem, natureza e limites do conhecimento. Pode-se remeter a origem da "epistemologia" a Platão ao tratar o conhecimento como "crença verdadeira e justificada". O desafio da "epistemologia" é responder "o que é" e "como" alcançamos o conhecimento?. Diante dessas questões da epistemologia surgem duas posições:
Empirista: que diz que o conhecimento deve ser baseado na experiência, ou seja, no que for apreendido pelos sentidos. Como defensores desta posição temos Locke, Berkeley e Hume; e
Racionalista: que prega que as fonte do conhecimento se encontram na razão, e não na experiência. Como defensores desta posição temos Leibniz e Descartes.
            A expressão "epistemologia" deriva das palavras gregas "episteme", que significa "ciência", e "Logia" que significa "estudo", podendo ser definida em sua etimologia como "o estudo da ciência".

Metafísica no Objetivismo

            O Objetivismo afirma, essencialmente, que a razão, isto é, a faculdade que identifica e integra os dados dos sentidos, é o único método de conhecimento.
A razão começa com a evidência dos sentidos – visão, audição, paladar, tato, olfato, etc. Eles são o único acesso do homem à realidade, e como todo conhecimento é um conhecimento sobre a realidade, os sentidos são necessariamente a base de todo conhecimento.
            Existem muitos, especialmente hoje, que dizem que os sentidos são inválidos, que eles nos dão ilusões, que não podemos diferenciar os sentidos de alucinações. O Objetivismo denuncia todas estas crenças como exemplos da chamada falácia do conceito roubado. Qualquer pessoa, ao tentar negar explicitamente a validade dos sentidos, estará implicitamente afirmando sua validade – ao dizer que os sentidos são falsos, ela está assumindo que ele existe, que você existe, que as palavras que saem de sua boca são realmente as palavras que ela ouve sair, etc – tudo isto se baseando em seus sentidos. A validade dos sentidos é axiomática – todo conhecimento depende dela e qualquer tentativa de refutá-la é uma contradição.
            Com base na observação sensorial, os seres humanos têm a capacidade única de formar conceitos, ou abstrações. Os conceitos são a nossa forma de organizar os dados sensoriais. A formação de um conceito é um processo de omissão de medidas – ele é formado pegando um número de entidades similares e decidindo o que as torna similar de uma maneira importante. Um homem, por exemplo, vê várias entidades compostas de uma superfície e suportes e, mentalmente, julga que estas são características essenciais e integra estas entidades no conceito de mesa.
             Para colocar conceitos juntos, é necessário usar a lógica, que é o processo de identificação não-contraditória. Em essência, ela diz que você não pode ter seu bolo e comê-lo também. Nada pode ser A e não-A ao mesmo tempo e no mesmo respeito.
             Pensar logicamente é colocar os dados em um modo não-contraditório. Não podemos ter contradições porque estamos tentando conhecer a realidade e o princípio fundamental da realidade é que A é A – não há contradições na realidade.
Agora, o resultado de usar a razão como seu meio de conhecimento é que você pode confiar nas conclusões que chega. Você pode, no âmbito da evidência disponível, ter certeza sobre algo.
Assim, o Objetivismo rejeita o ceticismo, que é a ideia de que não há absolutos, ninguém pode ter certeza de nada, é tudo uma questão de opinião, ou, como os céticos amam dizer, “o que é verdade para você não é verdade para mim”. O ceticismo é, evidentemente, uma contradição em termos. Ele diz que sabe, que tem conhecimento… de que não há conhecimentos.
            O Objetivismo afirma o oposto: toda verdade é absoluta, mas você há de usar a razão para chegar a ela. Desta forma, ele também rejeita o misticismo, que é a doutrina que diz que há verdades, mas você só precisa que se expor passivamente para o mundo que ela vai se escrever em você. O misticismo diz que você pode dispensar com os sentidos, a lógica, a argumentação. Ele diz que você tem, de alguma forma, acesso direto ao conhecimento através da fé, revelação, intuição, telepatia, etc.
             O Objetivismo diz, em contrapartida, que a verdade está na relação adequada entre a mente e a realidade, entre a consciência e a existência. Você tem que olhar para fora para obter a verdade, mas você não pode simplesmente esperar um dogma bater na sua cabeça.
Você só pode obter verdades usando o método correto, e este método é a observação, a formação de conceitos, a lógica – ou seja, a razão.

Fonte: http://www.objetivismo.com.br/
                   http://www.euniverso.com.br/Oque/epistemologia.htm

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