domingo, 7 de agosto de 2011

Estética na Filosofia Objetivista

A Liberdade guiando o povo
        
           Agora, vamos nos tornar a outro importante produto do homem: a arte. A arte é uma recriação seletiva da realidade de acordo com os julgamentos metafísicos e éticos do artista. Ela expressa o senso de vida do artista, isto é, suas convicções mais profundas sobre o mundo e o homem.
Muitos dizem, hoje, que a função da arte é a apreciação do belo, sem especificarem o que é o belo e por que você deve apreciá-lo. Outros nem chegam a este ponto: proclamam que a arte não tem função alguma. Alguns deles vão mais longe: dizem que a própria definição da arte é aquilo que, para o homem, não tem propósito.
            O Objetivismo, em contrapartida, afirma que o homem necessita da arte porque ela passa as ideias mais abstratas do homem para o concreto, o físico. Um conceito simples, baseado na percepção, como o de mesa ou o de computador, não precisa ser concretizado pela arte. É possível apontar para uma mesa e dizer: é disso que estou falando. O mesmo não é verdade para abstrações mais complexas, como o amor ou a coragem. Estes conceitos não têm o imediatismo daqueles baseados diretamente na percepção.
            A arte é o instrumento que torna possível a observação de abstrações complexas. Ela deixa o homem examinar uma ideia como algo concreto e, então, melhor entender o que o conceito significa na prática. Uma boa arte deve mostrar como o mundo pode ser e deve ser. Como o mundo pode ser porque as coisas são o que elas são e não faz sentido ficar pensando em uma fantasia como um mundo mágico ou um que tenha vampiros. Como o mundo deve ser porque a arte, sendo a ferramenta que permite a concretização de abstrações, pode deste modo servir de inspiração e combustível para o homem viver e atingir objetivos.

Fonte: http://www.objetivismo.com.br/

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