domingo, 7 de agosto de 2011

Metafísica na Filosofia Objetivista

Metafísica
        
             O Objetivismo, na metafísica, começa identificando as verdades mais básicas e irrefutáveis sobre a natureza do universo. O nome destas afirmações é axioma, e o primeiro deles é: a existência existe.
Algo existe. Este algo não é nada esotérico – é tudo que você vê, tudo que é disponível aos sentidos. Tudo nos céus até as células do seu corpo. A soma disto é a existência, ou a realidade.
A lei básica da realidade é a lei da identidade, formulada primeiro por Aristóteles. Ela diz que A é A. As coisas são o que é elas são.
            Se você quebra a sua perna em um esporte, não importa o quanto triste você ficar, você terá quebrado a sua perna. Isto é um fato. Você pode conseguir consertá-la posteriormente, mas nenhuma de suas emoções ou desejos irá mudar o fato de que sua perna foi quebrada, isto é verdade para todo fato humano ou não. A realidade, sendo o que ela é, é independente da consciência, ou seja, objetiva. Então, se 10 milhões de brasileiros ou qualquer número, maior ou menor, quiser que algo seja verdade, este algo não será verdade só porque eles querem que o seja. Você pode desejar, querer, crer – sozinho ou junto com o resto da humanidade – mas isto não afetará a realidade.
A realidade é independente de qualquer consciência, seja esta a de homens ou a de um suposto ser sobrenatural que controla o universo. O Objetivismo é ateu, mas também a-unicórnio, a-papai-noel. Ele é contra todas as formas do sobrenatural – só do natural.
           A lei que rege o mundo natural é a lei causal. As coisas na realidade operam por causa e efeito – cada uma atuando de acordo com a sua natureza. Não existem milagres, nem “sorte”, no sentido de eventos sem causa. Não faz sentido rezar, porque não há ninguém para rezar para, e mesmo se alguém pudesse ouvir suas preces, ele não poderia fazer nada a respeito, porque as coisas são o que são e fazem o que fazem.
            Tudo, inclusive os seres humanos, são sujeitos à causa e efeito. Uma forma de causa e efeito, no entanto, é o livre-arbítrio humano – o homem tem o poder de escolha, o poder de pensar ou não, e esta é a primeira causa em toda uma cadeia subsequente de outras causas.

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